quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Divisões
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
A Vaguidão dos seus Olhos
Eram uma lacuna.
Eis então que num lampejo soube que seus olhos eram compostos da vaguidão do universo. Eram escuros como o universo. Instáveis como o universo e tão inexatos, vagos… Universo que ao mesmo tempo é triste e vazio, sombrio e frio e ao mesmo tempo contém tudo, tudo: as estrelas, as galáxias, o mundo, o alvorecer do dia, as cores da aurora boreal, o cantar dos pássaros, o andar inconstante dos perdidos. Tem tudo menos uma explicação. É o ordem e o caos. É o início e o fim. É o infinito absoluto e incontestável.
As mentes mais brilhantes ficaram loucas procurando o mínimo sinal de coerência no universo, assim como eu mesma estou destinada à loucura procurando até o fim uma palavra para descrever o inefável ao qual resumem-se seus olhos.
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Azul para 'esquecimento'
-A bit of love?
-No. Only a beer.
Impressiono-me com a facilidade que tenho para esquecer. Esquecer-me do que me incomoda, assim, como se nunca tivesse existido. Eu disse, um milhão de vezes, para que não me dessem motivo. Minha mente sabe ser autônoma e, quando me dou conta, já não há nada lá que cause qualquer espécie de sofrimento. Basta embrulhar esse conjunto de sentimentos e lembranças relacionadas a alguém e arquivá-lo na sessão de "defeituosos". Depois de um tempo acabam indo para algum lugar que eu desconheço. Só sei que de lá nunca voltam.
Quando você fala de mim, fala de alguém que difere em muito do estereótipo feminino comumente concebido pela mente masculina (comumente limitada). Então, não tente ver-me pela ótica de quem deseja um modelo simplificado da realidade. Eu sei que é isso que você faz e é o que você espera de mim, e isso é como um insulto. E eu só tenho a lamentar que você tivesse olhado para mim e não conseguido ver além dos limites que eu mesma imponho àqueles que não julgo capazes ou suficientemente corajosos para ir além, apesar de eu ter te oferecido todo tipo de ajuda para que transpassasse isso. Pensei que não fosse ser assim. Eu estava enganada, de novo.
Boa sorte com tudo isso que você ainda tem que consertar. Eu não estarei esperando que você faça isso. Esperar que eu espere é o maior exemplo de perda de tempo. Principalmente quando há tantas coisas mais interessantes para ver lá fora.
sábado, 6 de agosto de 2011
Mein Himmel
Ela pintou o cômodo da cor menos hostil. Vestiu o vestido mais enfeitado. Arranjou uma cama e um motivo - enquanto na solidão dos outros apenas há o vazio e um pouco de chuva gelada, ela tapou os buracos do teto e trancou a porta.
[Foto: Outubro 2007]"Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivasnem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite."
Clarice Lispector
sábado, 25 de junho de 2011
Minhas Palavras Suas...
Tenho aqui uma cena vaga e incerta, como tantas outras que possuo:
Você está lá e eu aqui. Tão próximos. Mas eu tenho vergonha de me aproximar mais e dar a você as palavras as quais você tem direito.
Refiro-me às palavras que roubei de você e tenho medo que você venha a roubá-las de mim, por vingança. Ou medo que venha a aderir a elas significados impróprios. Eu tenho medo que venha a jogá-las fora ou reformá-las para doar a outra pessoa, aquela que você escolheu para ser a que possui o direito legítimo de presentear-te com palavras (apesar de eu ter certeza que as minhas possuem mais poesia).
Ainda penso que poderiam minhas palavras fazer alguma diferença. Confio nelas...às vezes. São verdadeiras, de fato, apesar de tímidas. Podem não ser feitas de ouro ou carregar diamantes ao olhar de quem as recebe, mas possuem incomum simplicidade e beleza. Um grande buraco abri no meu coração para extraí-las, assim como o homem abre as entranhas da terra para extrair o que considera valioso. Não foi uma tarefa fácil. Penso que talvez o buraco demore a fechar sozinho ou que levarei um bom tempo para preenchê-lo novamente por mim mesma. Apesar de já haver quem se disponha a estar do meu lado, oferecendo-me as ferramentas para tal. Cabe a mim aceitá-las.
Mas não doarei suas palavras para a outra pessoa. Não as modificarei, fazendo com que pareçam falsamente recém-nascidas. Não terão outra aparência além daquela que originalmente lhes atribui. Terão para sempre todos os adornos e detalhes de quando foram feitas, preservando sua genuinidade. Se essas palavras chegarão ou não às suas mãos dependerá apenas da minha coragem de entregá-las. Eu sei que acontecerá e prevejo que será logo. However, don't look at me like that, I don't mean to look weak when I know I'm the strongest in the crowd.
Não ligue para o papel de presente desgastado, foi o melhor que encontrei.
E quando recebê-las não ria delas. E não venha a doar às mesmas importância fictícia, pois eu saberei reconhecer isso. Também não se faça de surpreso. Você sempre soube de alguma forma da existência delas, apesar de nunca terem sido expostas à sua vista, ou sussurradas carinhosamente em seu ouvido quando tive oportunidade para tal. Todos nós sentimos quando algo é real e está sedento para revelar-se, quando algo faz questão de ser evidente mesmo sobre camadas de disfarce mal sucedido.
I don't know what is going to happen from now on. I have a guess, so wrong as right.
Entretanto, não se preocupe comigo no caminho que eu escolher tomar. Se você preferir devolvê-las a mim, eu saberei guardar suas palavras e desativar momentaneamente seu significado, tão pesado de se carregar, até que ele se anule por si mesmo e transforme-se em mais uma distante e estranha lembrança. Eu as guardarei em minha imprudente coleção, da qual você já ouviu falar. Minha coleção, plena de falhas, cheia de histórias eternamente inacabadas, não suscetíveis de modificação. Eu sei lidar bem com o que tenho. Sorrio de volta quando o mundo tenta me derrubar e sou até capaz de me arriscar em rir da cara dele e divertir-me com o olhar bravo que ele me retribui. Eu sei que ele fará isso muitas e muitas vezes mais. I'll make sure I'll laugh everyone of them.
Espere-me, eu estarei lá. O que acontecerá?
Por máximo que soe paradoxal, a única coisa que me soa certa é a incerteza.
Aquela tão vaga... tão indiscutivelmente indescritível. E se tudo vier a converter-se em mais uma pobre falha, saiba que eu realmente quis que dessa vez não fosse assim. Eu quis com considerável intensidade. É. Outro dos meus eufemismos.
"If I had you here, we were here togetherI'd be boy and you'd be girl, beautiful.When this wild world is a big bad hand.
It'll drag me to your doorI won't see you no more..."
_______________________________________(Moon and Moon - Bat for Lashes)
Senhor, eu pequei: matei uma madrugada de estudos para escrever isso.
Deus tenha piedade da minha nota de Matemática financeira. Amém.
HUHASHUASHAUSHUASHUS
Espero que gostem...
Beijos :*
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Ideias Inatas
Ela não tem pedido por muito recentemente. Ela não tem pedido por nada. Não tem tido certeza. Não tem tido fé ou devoção. Tem seguido o caminho da forma mais cega e passiva possível, sem pensar no que a aguarda no fim ou se o mesmo virá, cedo ou tarde. Mas, ainda assim, ela espera. Crê firme, mas crê em pouco. Prefere não tomar nada com certo ou como inteiramente necessário. Seus pensamentos crescem até bater no vidro embaçado da realidade. Seus planos, não os possui. Aprendera a viver sem eles ou se condicionara involuntariamente a esquecer do porquê de fazê-los.
Ela tem se permitido tentar de novo. Repetir experiências antigas. Porque, talvez, não tenham sido bem realizadas. Convenhamos, não foram. Enquanto uns consideram inesquecível, para ela tudo não passou de migalhas do que deveria ter sido. Por máximo que ela tenha sorrido e copiado as palavras de bocas alheias sem saber profundamente seu significado. "Eu também" e outras besteiras condenáveis. Na época podia até pensar que falava sobre coisas imensas e imortais, quando vieram a ser ínfimas e morreram antes de sequer chegarem próximas do seu ápice. Aconteceu todas as vezes e cada uma delas.
Ela jura que não é fria e só preza em descrever as coisas na precisão em que acontecem. Não tanto na intensidade. Na verdade ela enxerga na ótica daqueles que, imparciais, olham para trás e analisam geometricamente os destroços, deixando de lado as cores, os tons e os motivos. Observa o campo de batalha, monocromático, e conta corpos; respira as cinzas no ar, sem, no entanto, percebê-las. Mas, espere um minuto, o quão real teria sido essa batalha?
A sua verdade, dentro dos limites do mundo que lhe pertence, é absoluta. Para ela, isso tem sido suficiente para prosseguir.
sexta-feira, 29 de abril de 2011
"cause soulmates never die"
120 meses.
3650 dias.
87600 horas.
5256000 minutos.
315360000 segundos.
Fizeram de você uma pessoa única na minha vida.
Um sétimo de uma vida inteira. Só lamento que não tenha estado com você na primeira década dela, mas espero estar com você no que ainda resta.
E também nas próximas que venham ou em qualquer outro lugar para qual formos.
Talvez eu não tenha dito alto e claro o suficiente.
Talvez eu não tenha estado lá quando você precisava.
Talvez tenham me faltado palavras.
Talvez eu estivesse triste demais ou preocupada
Desculpe-me.
Mas eu nunca te esqueci e nunca o farei.
A minha irmã, alma gêmea feminina.
Aquela dos amores divididos, da adolescência complicada, das tardes na praça, das ligações noturnas, dos risos infinitos, do idioma que só nós falávamos e só nós entendíamos, dos ódios comuns, das lágrimas compartilhadas, das crenças e esperanças iguais, dos planos de dominar o mundo, de querer abracá-lo e guardá-lo em um baú para que fosse só nosso.
22 dias
528 horas
31680 minutos
1900800 segundos...
Finalmente em Curitiba!
Te amo.
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Memórias repetidas
"Eu nunca tive a intensão de te causar problemas
Não, nunca quis te machucar" Trouble - Coldplay
PS: recadinho novo ali no canto do blog. Se você ler e se identificar, saiba que foi escrito para você.
terça-feira, 12 de abril de 2011
Devaneios na aula de Cálculo Diferencial e Integral
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Praia
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Voltei ontem da praia *-* essas são algumas fotinhas que eu tirei lá;
Amanhã começam minhas aulas...
...na USP *-* Yes, I got it :D Valeu a pena acordar um ano inteiro as 5 da manhã pra ir estudar ASHUUHSAHUSA
Bjaum :*
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Exílio
Se não puder, prometa que passará por aqui, nem que seja em uma insignificante manhã de segunda-feira. E eu encontrarei seus olhos e perceberei que há algo a mais que eu desconheço, há algo de inexplicável nos olhos de um estranho, numa rua comum, numa insignificante manhã de segunda-feira. E então eu voltarei ao meu café, com a distante impressão de que algo deu terrivelmente errado. De novo.
Mas prometa que o vazio que nos tomou por dentro será levado embora, nem que seja de uma maneira bruta ou artificial. Apenas, por favor, não preencha os campos da minha nova existência com o castigo da sua antiga e inacabável ausência.
Porque eu sei, sim, eu sei que mesmo a quilômetros de distância fitamos o mesmo azul pálido lá em cima e respiramos juntos lamentando o que no cerca aqui em baixo. Sim, você vai ser sempre uma constante. Para sempre uma arma apontada para a minha sanidade… Sempre lá… Do outro lado do mundo.
Então, se você, por acaso, nesse lugar indiferente que você vive, se pegar sendo sóbrio além do limite, se um dia o chão parecer instável e o cinza sobre sua cabeça parecer miseravelmente expressivo, você finalmente vai perceber que algo deu terrivelmente errado. De novo. E que, provavelmente não nos será dada uma chance…Não nessa vida ou na próxima.
Mas, independente da situação, você sempre poderá fechar os olhos e visualizar esse "eu" sem face e poderá fingir que a vida é mais leve e que essa espera é mais segura e que essa tímida brisa denominada liberdade te guia timidamente para os meus braços.
E, acima de tudo, eu ainda acredito que no fim nos encontraremos do outro lado dessa bagunça que eles inocentemente chamam de realidade.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Sensação de abandono
But it hurts so.
Yeah it hurts so...”










