quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

A Fonte da Sorte

Faz um tempo que eu penso sobre esse negócio do poder da mente, isto é, que a mente forja a realidade à nossa volta. Sei que pode soar um pouco metafísico e tal e é um assunto difícil de se discutir. Mas depois de assistir documentários como “O Segredo”, “Quem Somos Nós?” e “Descendo pela Toca do Coelho”, documentários sobre física quântica (É FÍSICA! COOORRE! ASUHDAIUSHDSA), a gente tende a começar a ver as coisas de outra forma. Afinal, temos ou não poder sobre o nosso destino? Podemos mudar a realidade? É claro que eu acredito que a mente humana é capaz de coisas que nunca poderemos saber. Você, neste momento, está usando apenas 5% da capacidade mental do seu cérebro. O resto é por conta do subconsciente.
Por exemplo, pense no efeito que um placebo pode ter em um paciente com determinada doença. Placebos muitas vezes mostram resultados melhores do que a medicação tradicional. Então aí já vemos que a mente é a maior responsável na arte da cura.
Tirando o blá blá blá e as pesquisas científicas, eu acredito que a mente humana é uma ferramenta poderosa e todos nós deveríamos explorá-la um pouco mais do que usualmente fazemos.

Deixo para vocês um trecho de um conto que fala sobre isso. E apenas um trecho porque é meio grande e sei se deixasse o conto inteiro, muitas pessoas iam desistir de ler na metade (preguiçosos :P). Quem quiser ler inteiro pode conferi-lo no livro “Os Contos de Beedle, o Bardo” por J.K. Rowling *-*. Se você não gosta de nada relacionado ao mundo dela, pare com o preconceito e dê uma chance


"No alto de um morro, em um jardim encantado envolto por muros altos e protegido por poderosa magia, jorrava a fonte da sorte. Uma vez por ano, entre o nascer e o pôr do sol do dia mais longo do ano, um único infeliz recebia a oportunidade de competir para chegar à fonte, banhar-se em suas águas e ter sorte a vida inteira. No dia aprazado, centenas de pessoas viajavam de todo o reino para chegar ao jardim antes do alvorecer. (...) O primeiro raio de sol rasgou o céu, e uma fresta se abriu no muro. (...) Plantas rastejantes do interior do jardim serpear, pela massa ansiosa e se enrolaram na primeira bruxa, Asha. Ela agarrou o pulso da segunda, Altheda, que segurou com força as vestes da terceira, Amata. E Amata se enredou na armadura de um cavaleiro de triste figura que montava um cavalo esquelético. (...) E assim, as três bruxas e o infeliz cavaleiro se aventuraram pelo jardim encantado...”

E então eles passam por diversos obstáculos e provações até que, finalmente, chegam na fonte [vide livro] e termina assim:

“As três bruxas e o cavaleiro desceram o morro juntos, e os quatro levaram vidas longas e venturosas, sem jamais saber nem suspeitar que as águas da fonte não possuíam encanto algum.”