Ela não tem pedido por muito recentemente. Ela não tem pedido por nada. Não tem tido certeza. Não tem tido fé ou devoção. Tem seguido o caminho da forma mais cega e passiva possível, sem pensar no que a aguarda no fim ou se o mesmo virá, cedo ou tarde. Mas, ainda assim, ela espera. Crê firme, mas crê em pouco. Prefere não tomar nada com certo ou como inteiramente necessário. Seus pensamentos crescem até bater no vidro embaçado da realidade. Seus planos, não os possui. Aprendera a viver sem eles ou se condicionara involuntariamente a esquecer do porquê de fazê-los.
Ela tem se permitido tentar de novo. Repetir experiências antigas. Porque, talvez, não tenham sido bem realizadas. Convenhamos, não foram. Enquanto uns consideram inesquecível, para ela tudo não passou de migalhas do que deveria ter sido. Por máximo que ela tenha sorrido e copiado as palavras de bocas alheias sem saber profundamente seu significado. "Eu também" e outras besteiras condenáveis. Na época podia até pensar que falava sobre coisas imensas e imortais, quando vieram a ser ínfimas e morreram antes de sequer chegarem próximas do seu ápice. Aconteceu todas as vezes e cada uma delas.
Ela jura que não é fria e só preza em descrever as coisas na precisão em que acontecem. Não tanto na intensidade. Na verdade ela enxerga na ótica daqueles que, imparciais, olham para trás e analisam geometricamente os destroços, deixando de lado as cores, os tons e os motivos. Observa o campo de batalha, monocromático, e conta corpos; respira as cinzas no ar, sem, no entanto, percebê-las. Mas, espere um minuto, o quão real teria sido essa batalha?
A sua verdade, dentro dos limites do mundo que lhe pertence, é absoluta. Para ela, isso tem sido suficiente para prosseguir.
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