quinta-feira, 11 de março de 2010

Sem permissão


Queria escrever sobre algo bonito,
algo novo, algo diferente.
Mas você percorre a minha mente 
o tempo todo; você é meu vício.
Constantemente preenchendo o espaço
que já estava lá para você desde o início.

Me pergunto se isso é justo,
visto que nunca me pediu para estar lá.
Simplesmente foi adentrando
Como em uma casa abandonada.
E, indefeso diante do seu brilho,
meu coração ficou sem guarda.

E todas as portas estavam abertas.
E todas as janelas estavam quebradas.
E você as fechou, 
fez questão de tudo consertar,
de forma que, depois de você,
ninguém mais pôde lá entrar.


[Texto e Foto: minha autoria]